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  • SALVE A ILHA DO MARAJÓ!

    MOÇÃO DE REPÚDIO À MINISTRA DE ESTADO DA MULHER, DA FAMÍLIA E DOS DIREITOS HUMANOS: DAMARES ALVES

    Belém (PA), 29 de julho de 2019.

    Poderia, hoje, produzir um poema, mas ele não veio. "E agora José?"

    Como sou do Pará e docente de sua Universidade Federal (UFPA), resolvi escrever uma Moção de Repúdio à Senhora DAMARES ALVES: ministra de Estado da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Antes de tudo, porém, gostaria de conceder uma explicação a essa Senhora no tocante à ILHA DO MARAJÓ, para que ela conheça um pouco da região sobre a qual ela falou sem conhecimento de causa.

    De forma ofensiva, desprezível e infame contra as "Meninas do Marajó", a Senhora ministra afirmou que: "As meninas do Marajó são exploradas porque não têm calcinhas, não usam calcinhas. Porque são muito pobres". Fica explícito que essa ministra não leu as pesquisas, nem os livros que, em Universidades, existem sobre a questão levantada. Ela preferiu colocar: "...e disseram, por que o Ministério não faz uma campanha para levar calcinhas para lá?". Mas, quem disse isso?

    Quando se assume um cargo público, no presente caso, um ministério, faz-se necessário estudar e analisar as questões cabíveis à pasta, bem como produzir e executar projetos em benefício daqueles que estão necessitando do pertinente amparo legal. Para tanto, a Senhora ministra teria que conhecer as situações de violência contra crianças, adolescentes e mulheres na sociedade brasileira e, em particular, no local do apoio institucional. Desse modo, tenho certeza de que a ministra Damares Alves tomaria ciência de que a solução para a enfocada problemática é mais complexa e não se reduz à construção de uma "Fábrica de Calcinhas", pensamento que chega a ser irracional.

    Para aquilatar o disparate das palavras da Senhora ministra, destaco inicialmente o seguinte ponto: - Onde fica a ILHA DO MARAJÓ? Ao que respondo: - Fica no Arquipélago do Marajó, pertencente ao Pará e considerado o maior agrupamento fluviomarítimo de ilhas do Planeta, de onde sua importância para a Região Norte, o Estado, o Brasil e o mundo. Segue, então abaixo, a LIÇÃO.

    O ARQUIPÉLAGO DO MARAJÓ é a maior unidade de preservação ambiental no Brasil e possui diversas ilhas. A DO MARAJÓ se classifica como costeira brasileira fluviomarítima, o que significa ser banhada pelo oceano Atlântico e o grande Rio Amazonas, maior do mundo em extensão e volume de água. Trata-se de uma área de PROTEÇÃO AMBIENTAL dentro do Pará e abrange 12 (doze) municípios com suas cidades, a saber: Salvaterra, Soure, Breves, Cachoeira do Arari, Curralinho, Ponta de Pedras, Anajá, São Sebastião da Boa Vista, Muaná, Santa Cruz do Arari, Afuá e Chaves.

    O conjunto desses municípios possui 533.397 habitantes, de acordo com o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2015. Portanto, compreende mais de um meio milhão de habitantes. Todas essas cidades têm prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais. Então, Senhora ministra, por quais motivos o Ministério de Estado da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos iria fazer campanha para levar calcinhas às meninas das cidades da ILHA DO MARAJÓ?

    Os primeiros municípios da lista supracitada estão mais próximas da capital paraense. A título de exemplo, menciono que, de Belém a Soure, o tempo é aproximadamente de 4 (quatro) horas e 52 (cinquenta e dois) minutos. Pelo fato de não conhecerem o Pará, muitos pensam que o Estado é uma terra de ninguém, aonde qualquer um pode chegar e colocar uma banca de vendas, como se aqui não houvesse leis e pessoas residindo nas cidades. Parece até que se está vivendo na Macondo de Gabriel Garcia Marquez. Em face de tudo isso, faço as seguintes perguntas à autoridade Damares Alves:

    1 A Senhora sabia que na ILHA DO MARAJÓ existem 12 (doze) municípios, com seus distritos-sede, área urbana?

    2 Qual cidade marajoara receberia do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos o envio de calcinhas, ou a implantação de sua fábrica?

    3 A Senhora acha que é fácil chegar a essas cidades e implantar uma "Fábrica de Calcinhas"? Pergunto porque ali há muitos comerciantes. Aconselho a ministra a conhecer primeiro as 12 (doze) cidades e verificar para onde iria essa "Fábrica de Calcinhas".

    4 A Senhora ministra sabia que em Soure e em outros municípios da ILHA DO MARAJÓ convivem artesãos, artistas da terra, que desenvolvem a PRODUÇÃO DE CERÂMICA MARAJORA, famosa pelo mundo afora?

    Numa região de preservação ambiental, todos devem estar atentos, pois essa história de "Fábrica de Calcinhas", com convite a empresários milionários de Miami, pode ser perigosa lá, onde existem problemas, sim, como em todas as demais cidades. Não posso negar. Porém, tudo isso ocorre por falta de políticas públicas de governos que não se preocupam com as necessidades essenciais da população, como a Escola, a educação das crianças, dos adolescentes e com a segurança das mulheres que sofrem com a violência. E o pior é ter que ouvir tal aberração da Senhora ministra, que deveria trabalhar para sanar semelhante problemática na sociedade brasileira e, particularmente, no Estado do Pará. Mas tudo indica, pela fala da ministra, que ela nem sabe onde fica o Marajó, o que é inadmissível numa representante do País.

    Senhora ministra, julguei extremamente feia sua postura e pensei: será mesmo verdade o fato de ela imaginar que uma mulher andar sem calcinha é motivo para ser estuprada. O que a Senhora falou é vil, é indigno, para nós mulheres e para a Senhora, que também é mulher, ainda mais ocupante do cargo de ministra da Mulher, cuja classe está INDIGNADA, assim como a dos homens, que também estão INDGNADOS.

    Senhora ministra, mais respeito para com as mulheres do Marajó, do Pará e do Brasil. Elas podem até andar nuas e os homens deverão respeitá-las. Essa é a ética de pessoas que respeitam umas às outras e não o contrário, como revela seu pensamento simplista e agressivo. Que sejam revistos seus conceitos e sua representatividade ministerial! Até porque, até agora, a Senhora ministra só expressou indignidades contra o povo, notadamente, contra as mulheres.

    Já que a Senhora ministra quer resolver a questão em pauta, ao invés de levar "Fábrica de calcinhas" para tais cidades, leve políticas públicas, a exemplo de: SANEAMENTO BÁSICO, EDUCAÇÃO, ESCOLA COM TEMPO INTEGRAL, BIBLIOTECAS, CRECHES, PROFESSORES CAPACITADOS, MERENDA ESCOLAR, HOSPITAIS, MÉDICOS, ENFERMEIROS, MEDICAMENTOS, SEGURANÇA, TRANSPORTE E BANCOS, ou seja, servidores competentes que, em suas mais diversas especificidades, trabalhem para o povo de um modo geral.

    Não queremos "Fábrica de Calcinhas no Marajó"!
    Não queremos ouvir mentiras sobre nós!
    Não queremos a Senhora nos representando nesse Ministério.
    Pense melhor e saia desse cargo, por favor.

    (Maria de Fatima do Nascimento)

  • Convite

     

    SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
    MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (MEC)
    UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ (UFPA)
    INSTITUTO DE LETRAS E COMUNICAÇÃO (ILC)
    INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO DE GOIÁS (IFG)
    CAMPUS URUAÇU
    PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS (PPGL)
    GRUPO DE ESTUDOS BENEDITO NUNES (GEBN/CNPq/UFPA)

    Texto de Divulgação do Colóquio no Centenário de Inglez de Souza

    Herculano Marcos Inglez de Souza nasceu em Óbidos (PA), no dia 28 de dezembro de 1853 e faleceu no Rio de Janeiro (RJ), em 6 de setembro de 1918. Assim sendo, no presente ano faz cem anos de seu falecimento. Além de escritor, Inglez de Souza foi advogado, político e professor de direito, exercendo em concomitância e com muito louvor todas as suas ocupações. Como literato e jurista, participou da fundação da Academia Brasileira de Letras (ABL), ou Casa de Machado de Assis, onde ocupou a cadeira de número 28.

    O "Colóquio no Centenário de Morte de Inglez de Souza", que se realizará nos dias 20 e 21 de setembro de 2018, na Universidade Federal do Pará (UFPA), e que recebe o apoio do Instituto de Letras e Comunicação (ILC), do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) e da Editora da UFPA, vem pôr em foco o grande intelectual paraense, que, mesmo passando somente a infância no seu estado, nunca se esqueceu da terra natal, já que o espaço das suas obras literárias situa-se, predominantemente, nas terras da cidade de Óbidos e nas proximidades dos rios que banham a região.

    O evento está sendo organizado pela professora doutora Maria de Fátima do Nascimento, do Instituto de Letras e Comunicação da UFPA, com o auxílio da professora doutora Marcela Ferreira Matos, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG), e terá a participação de diversos pesquisadores: de Macapá (AP), virá o professor doutor Valdiney Valente Lobato de Castro, da Faculdade Estácio do Amapá (FAMAP); de Manaus (AM), o professor doutor Gabriel Arcanjo Santos de Albuquerque, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM); de Teresina (PI), o professor doutor Hugo Lenes Menezes, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí (IFPI); e de Goiás, a professoa Marcela Ferreira Matos, do IFG, primeira doutora da obra de Inglez de Souza no Brasil.

    Particularmente da UFPA, haverá a presença dos professores doutores Carlos Augusto Nascimento Sarmento-Pantoja, Germana Maria Araújo Sales, Maria de Fatima do Nascimento, Marinilce Oliveira Coelho, Marlí Tereza Furtado e Tânia Maria Pereira Sarmento-Pantoja, bem como dos professores doutorandos José Francisco da Silva Queiroz (PPGL) e Aline Costa da Silva (PPGL).

    O evento, que vai reunir conferências, mesas-redondas com palestras e debates, além de sessões de comunicações, em seu encerramento contará com a presença de um pesquisador da obra do autor homenageado, o professor doutorando Paulo Maués Corrêa, da Secretaria Executiva de Estado do Pará (SEDUC).

    Com a organização do Colóquio, ganham os órgãos executores, por promover um evento inédito, pois se trata da primeira vez em que é proposta, entre duas Instituições de Ensino Superior (IES), uma homenagem a Inglez de Souza em seu estado de origem; e ganha a comunidade acadêmica, por mais essa oportunidade que lhe é oferecida para debater temas culturalmente relevantes.

    A organização do colóquio conta, ainda, com o apoio da Profª. Me. Elisangela Ribeiro de Oliveira (Doutoranda/UFPA); Prof. Me. Flávio Jorge de Sousa Leal (Doutorando/UFPA); Prof. Me. Melissa da Costa Alencar (Doutoranda/UFPA); Ingrid Luana Lopes Cordeiro (Mestranda/UFPA); Leliane de Cássia Gonçalves Silva (Mestranda PROFLETRAS/UFPA) e da Profª. Me. Aline Costa da Silva (Doutoranda/UFPA).

    As inscrições para o evento estão abertas até o dia 5 de setembro do corrente ano para apresentação de trabalhos e, para ouvintes, até o dia 20.

    Maiores informações, pelo site http://www.gebeneditonunes.com.br/ e pelo e-mail: coloquioinglesdesousa@outlook.com

    Comissão Organizadora
    Profª. Drª. Maria de Fatima do Nascimento
    Profª. Drª. Marcela Ferreira Matos

  • AGRADECIMENTOS

    AGRADECIMENTOS
    GRUPO DE PESQUISA BENEDITO NUNES (GEBN/CNPq/UFPA)

    Agradecendo a todos que participaram do "Encontro Regional 90 Anos de Haroldo Maranhão", a exemplo da professora Izabela Leal (UFPA), ofereço-lhes um dos poemas da minha preferência, "Tecendo a manhã", de "A educação pela pedra" (1966), obra escrita por João Cabral de Melo Neto, de quem muito gosto.

    Cumpre-me ressaltar que o referido literato pernambucano é estudado por um dos intelectuais que, juntamente com Haroldo Maranhão, foram importantes para o Modernismo no Pará.

    Refiro-me a Benedito Nunes, autor de "João Cabral de Melo Neto", livro integrante da Coleção Poetas Modernos do Brasil/1, numa publicação da Editora Vozes e do Instituto Nacional do Livro (INL) em 1971.

    Um abraço de Maria de Fatima do Nascimento.
    (Coordenadora do GEBN/CNPq/UFPA)

    TECENDO A MANHÃ

    Um galo sozinho não tece uma manhã:
    ele precisará sempre de outros galos.
    De um que apanhe esse grito que ele
    e o lance a outro; de um outro galo
    que apanhe o grito de um galo antes
    e o lance a outro; e de outros galos
    que com muitos outros galos se cruzem
    os fios de sol de seus gritos de galo,
    para que a manhã, desde uma teia tênue,
    se vá tecendo, entre todos os galos.
    2
    E se encorpando em tela, entre todos,
    se erguendo tenda, onde entrem todos,
    se entretendendo para todos, no toldo
    (a manhã) que plana livre de armação.
    A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
    que, tecido, se eleva por si: luz balão.

    (João Cabral de Melo Neto)

  • DIVULGAÇÃO NA TV

    DIVULGAÇÃO NA TV - 7 de agosto de 2017

    A Professora Fatima Nascimento participou, nesta segunda-feira, 7 de agosto de 2017, do "Sem Censura Pará" da TV Cultura, para divulgar o "Encontro Regional 90 Anos de Haroldo Maranhão", que ocorrerá do Setorial Básico II, da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém, nos dias 17 e 18 de agosto de 2017.

  • DIVULGAÇÃO NO RÁDIO

    DIVULGAÇÃO NO RÁDIO - 10 de agosto de 2017

    A Professora Fatima Nascimento foi entrevistada pela jornalista Iolanda Kinoshita da Rádio Cultura FM, de Belém do Pará, na quinta-feira, dia 10 de agosto de 2017 sobre o "Encontro Regional 90 Anos de Haroldo Maranhão".

  • DIVULGAÇÃO NO RÁDIO

    DIVULGAÇÃO NO RÁDIO - 4 de agosto de 2017

    A Professora Fatima Nascimento foi entrevistada pelo jornalista Fabrício da Rádio Web UFPA, na quinta-feira, dia 4 de agosto de 2017 sobre o "Encontro Regional 90 Anos de Haroldo Maranhão".

  • DIVULGAÇÃO NA IMPRENSA

    DIVULGAÇÃO NA IMPRENSA - 16 de agosto de 2017

    O jornalista Elias Ribeiro Pinto fez uma grande reportagem no Caderno "Você" do jornal Diário do Pará sobre o "Encontro Regional 90 Anos de Haroldo Maranhão", no dia 16 de agosto de 2017. Divulgando uma entrevista dada pela Professora Fatima Nascimento sobre o grande ficcionista Haroldo Maranhão.

  • DIVULGAÇÃO NA IMPRENSA

    DIVULGAÇÃO NA IMPRENSA - 23 de julho de 2017

    Mauro Bonna importante jornalista da imprensa paraense divulgou, em sua coluna do jornal Diário do Pará, o "Encontro Regional 90 Anos de Haroldo Maranhão", no dia 23 de julho de 2017 (domingo).

  • DIVULGAÇÃO NA IMPRENSA

    DIVULGAÇÃO NA IMPRENSA

    OBS.: PROJETO EM PARCERIA COM A UNIVERSIDADE DE LISBOA

    Maria de Fatima do Nascimento e Hugo Lenes Menezes participam do projeto Portugueses de Papel, desenvolvido em parceria com o Grupo de Investigação 6 do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (CLEPUL), bem como pela Cátedra Infante Dom Henrique, pertencente ao mesmo Centro, com vistas à elaboração, da parte de professores pesquisadores, de verbetes referentes a personagens portuguesas do romance brasileiro do século XIX para um dicionário que, de início, será colocado na Base de Dados de um site de consulta aberta e, posteriormente, impresso.